terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A mágica do toque by Allan e Barbara Pease.

O toque é fundamental para a vida. Testes feitos em macacos
por Harlow e
Zimmerman demonstraram que a falta do toque em macacos muito
jovens causava
depressão, doenças e morte prematura. Resultados semelhantes
foram constatados
em crianças abandonadas. Um estudo com bebês de dez semanas
a seis meses
chegou a um resultado impressionante: os filhos das mulheres
que foram instruídas a fazer carinhos neles tinham muito
menos gripes, resfriados, vômitos e diarréia do
que aqueles que não recebiam afagos. Outra pesquisa concluiu
que mulheres
neuróticas ou deprimidas se recuperavam melhor quando eram
acariciadas, e,
quanto mais demorados e freqüentes os toques, mais rápida a
recuperação.
James Prescott, pioneiro no estudo da relação
educação-violência, chegou ao
seguinte resultado: nas sociedades em que não há o hábito de
acariciar as crianças
estão os mais altos índices de adultos violentos. As que
crescem cercadas de
carinho geralmente se tornam pessoas melhores, mais
saudáveis e felizes.
Pedófilos e pessoas com desvios sexuais freqüentemente têm
em suas vidas
histórias de rejeição, violência e indiferença na infância,
às vezes passada em
instituições. Em muitas culturas que não praticam o toque
físico, os animais de
estimação suprem essa carência. Esse contato tem se revelado
valioso na
superação da depressão e de outros problemas mentais.


Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca. (Clarice Lispector)

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